Instituto São José (Rede Salesiana de Ensino) Queridos alunos, seguidores e interessados no blog:

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Como ter sucesso ao estudar

Querido aluno:

Vamos caminhar juntos e com afinco para finalizar o ano com êxito e alegria, para isso você terá alguns preceitos para seguir. Vamos a eles!

COMO ESTUDAR

I. Estudo de texto- Como interpretar textos, compreender e aplicar as marcas linguísticas, evitando a “decoreba”.

01. Leia o texto com bastante atenção quantas vezes forem necessárias. Com uma única leitura é impossível atingir a devida compreensão.

02. Não passe por cima das palavras que você desconhece. Procure no dicionário o seu significado e anote ao lado dessas palavras.

03. Nem sempre o significado encontrado corresponde ao usado pelo autor. Tente encontrar o sentido conotativo (figurado) dessas palavras dentro do texto. Anote esse novo sentido também ao lado.

04. Releia o texto novamente, agora, conhecendo o significado de todas as palavras. Veja que no discurso existem pistas linguísticas possibilitando a inferência de ideias implícitas.

05. Retire a ideia principal e as secundárias de cada estrofe ou parágrafo, anotando sempre ao lado.

06. Identifique o tema e assunto do texto.

07. Justifique o título, relacionando-o ao tema determinado.

08. Agora que você já compreende o texto, parta para a resolução das questões, mas antes, entenda bem o enunciado de cada uma. Compreender o que se solicita na questão é fundamental para construir uma resposta satisfatória.

 

II. Linguagem

Lembre-se de que o estudo da gramática é pretexto para a fluência no falar e escrever de acordo com a norma padrão.

Portanto:

01. evite memorizar conceitos, procure entendê-los;

02. o que você precisa é interpretar o assunto e formular uma definição coerente com a nomenclatura utilizada pelo(a) professor(a) (substantivo, modificador nominal, objeto direto...). Todas essas denominações são peças de um jogo, o jogo das palavras que compõem um texto e a relação de sentido que estabelecem entre si.

03. procure identificá-las, no texto em estudo, nomeando-as. Entre no jogo, preste atenção como se fazem as jogadas, observando as aulas do(a) seu(a) professor(a);

04. faça todos os exercícios, a fim de testar a aprendizagem;

05. não acumule dúvidas, solucione-as na sala de aula;

06. refaça, sempre que possível, as atividades que você mais errou.
 

- Siga nosso blog educacional e tenha mais informações de como estudar melhor.
http://turmadaprofacarol.blogspot.com.br/

Receita de Ano Novo


Querido (a) aluno (a):

Seja bem-vindo! É com muita alegria que damos início a mais um ano letivo. Este será um ano muito especial para vocês, cheio de novidades e também de muitos desafios.

Começo o nosso ano letivo com uma mensagem do grande poeta Carlos Drummond de Andrade.

Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Aluno faz poema expressando sua opinião sobre a Guerra na Síria...

Pela Síria

Por Rafael Lourenço de Lima Chehab
De joelhos o Papa ora

em seu trono o Obama ordena

e a guerra na rua da frente.

Dos jovens chegou a hora

na rota São Paulo - Viena

mostrar sua voz a todos os parentes

humanos irmãos de coração.

 
Pois nos fartos não há ajuda

nos pobres não há fortaleza

na Síria, sofrida, não há compadecer.

Nasça, floresça, venha, me acuda

pois o amor, caro jovem, é maior proeza

juntos, só vocês, trarão o amanhecer

um novo mundo há de nascer.

 
Democracia serás um mito

sonífero tão desejado

razão para a ganância, invasão.

A verdade revela-se em grito

o poder alvejado, convidado, é esperado

é espada em meu coração, lamentação, sofrimento.

 
A casa é lugar seguro

sem janelas, é cega ao mundo

o jovem sai as ruas

o jovem ama

é a última esperança.

Quem me dera jovem o mundo fosse.

Notícia pelo mundo... (Revolta Árabe)

Guerra civil na Síria

De acordo com a ONU, o conflito já deixou mais de 100 mil pessoas mortas e dois milhões de refugiados

Khalil Ashawi/Reuters

A guerra civil na Síria - que já dura dois anos e meio - é discutida agora pelo Congresso dos Estados Unidos e outros países ocidentais, como França, que analisam a possibilidade de uma intervenção militar. A discussão ocorre após a denúncia de opositores sírios de que o regime do presidente Bashar Assad usou armas químicas em um ataque em Ghouta, subúrbio de Damasco.
EUA, França e Grã-Bretanha concluíram que o governo de Assad foi o autor do massacre de 21 de agosto de 2013, que deixou 1.429 mortos, sendo 426 crianças. A Rússia afirma que o ataque foi realizado por rebeldes e é contra uma intervenção na Síria.
Após o secretário de Estado John Kerry afirmar que os EUA têm a certeza de que gás sarin foi usado no ataque, o presidente americano, Barack Obama, iniciou uma ofensiva para obter a aprovação do Congresso e atacar a Síria.

Obama afirma que uma eventual ação na Síria será proporcional, limitada, não envolverá a entrada de tropas americanas no país e não tem o objetivo de derrubar o regime de Assad. "Isso não é Iraque e não é Afeganistão", afirmou, em referência às guerras nas quais os EUA se envolveram na última década.
O presidente ressaltou que a importância do possível ataque não se restringe à Síria e tem o objetivo de enviar uma mensagem a todos os países que violem tratados internacionais. Se o uso de armas químicas não for punido, observou, isso fará com que normas que proíbem a proliferação nuclear "não signifiquem muito".

O conflito na Síria deixou até agora, segundo a ONU, mais de 100 mil mortos, dois milhões de refugiados. Relatório das Nações Unidos classifica a guerra de "grande tragédia do século 21". "A Síria transformou-se na grande tragédia deste século, uma calamidade em termos humanos com um sofrimento e deslocamento de populações sem precedentes nos últimos anos", afirma António Guterres, do Acnur.

Fonte: http://topicos.estadao.com.br/siria. Acesso em 25 de setembro de 2013.

 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Oficina criativa com o escritor Leandro Reis



Olá pessoal,

Na manhã do dia 17/09, terça-feira, aconteceu a Oficina Criativa com o escritor joseense Leandro Reis para os alunos dos nonos anos do Instituto São José.
Leandro, como todo seu poder fantástico e sua criatividade, trouxe para a garotada como ocorre o processo criativo de suas histórias, apresentando-lhes seu mundo recheado de lugares encantados e personagens intrigantes.
A palestra tinha também como enfoque o ser humano criativo, mostrando aos alunos que a arte de escrever histórias, não é um compartimento estanque, fugindo a qualquer regra e esquematização, e que a criação exige sim, dedicação, concentração e conhecimento de outros escritores e suas histórias.
 
Mostrando as possibilidades de criação e os segredinhos para construir um mundo fantástico de Grinmelken, Leandro demonstrou que a criatividade é um potencial inerente ao homem, e a realização desse potencial, uma de suas necessidades diante da sociedade.
Ao final da palestra, os alunos puderam adquirir os livros autografados por Leandro Reis e talvez deste momento retiremos a grande beleza dessa manhã: a constatação que a formação do leitor depende do interesse e a intimidade com os livros e seus autores.
A oficina criativa proporcionou o conhecimento dos desafios do autor e sua obra e os alunos puderam se identificar nessas dificuldades de  escrever ou de ler um livro, como também puderam perceber que a fantástica necessidade de escrever e ler histórias envolventes faz parte do ser humano.
Convido vocês a visitarem o site do autor e conhecerem um pedacinho de sua obra.
Abraços e bom final de semana.
Carol

sábado, 7 de setembro de 2013

POR UM BRASIL MAIS CONSCIENTE!

 


 
Queridos leitores:
Segue abaixo um texto bem criativo escrito pelo professor de História Glauco de Souza Santos, do Instituto São José, que ilustra esse momento atual de manifestações por um Brasil melhor, o texto traz, com grande discernimento, o que representa esse 7 de setembro para nós, cidadãos brasileiros, sedentos por boa educação e saúde para todos e por um país mais justo.
Apreciem sem moderação o texto e reflita o seu papel como cidadão atuante na concretude de um país melhor e mais justo.
Abraços,
Profa. Mestre Carolina Scavazza Baldochi

DISCURSO – 7 de Setembro

 
            Peço a paciência de vocês para contar duas histórias, de duas pessoas diferentes, em duas épocas distantes por 191 anos, mas que se entrelaçam pelas coincidências e ironias da história.
***
            Setembro de 1822. Maria Aparecida da Silva era escrava alforriada. Bantu de nascença, devota de Nossa Senhora Aparecida, veio, aos 10 anos, transportada por um fétido e apertado navio da costa africana até os portos do Rio de Janeiro. Lá, foi vendida como escrava a um rico fazendeiro, para quem trabalhou por longos 44 anos.
            Suportava tudo com brandura de espírito e força de sangue. A cada açoite que recebia pensava na liberdade que buscava. Quituteira de mão cheia, aproveitava cada ida à cidade do Rio de Janeiro, para vender seus doces e arrecadar alguns míseros trocados para comprar sua tão sonhada carta de alforria.
            Enfim, após 44 anos de serviços prestados, Maria Aparecida entregava suas economias e recebia sua liberdade. Na mesa do tabelião encerrava seu passado com seu, agora ex-dono, e selava seu futuro: o de escrava liberta. Era 7 de setembro de 1822.
 
            Junho de 2013. João Cleberson dos Santos é motoboy. Nasceu em Diadema, torce para o Corinthians e trabalha desde os seus 12 anos. Aos 17, mudou-se para São Paulo para trabalhar como office boy de um escritório de contabilidade. Aos 18 comprou sua primeira moto e entrou para o ramo de entregas rápidas (e perigosas).
            “Trabalha como um camelo”, João dizia. Acorda às 5h da manhã, coloca as crianças na garupa da moto, leva-as à escola e segue para o trabalho. Corre a cidade, de cima a baixo, das “quebradas” da Zona Leste até os “ricaços” do Jardins. Cheira à gasolina e fumaça de escapamento.
            O corpo cansado, a mente estressada, os perigos iminentes à profissão eram recompensados com o sonho de juntar “uma boa grana” para comprar uma casinha onde pudesse morar a esposa, os filhos, a mãe e... a sogra. Toda semana fazia e refazia as contas da suada poupança.
            Enfim, após longos 12 anos e mais de 500 mil quilômetros rodados, João Cleberson tinha o dinheiro para dar de entrada em uma casa de 4 cômodos na Vila Brasilândia, em São Paulo. Na mesa do corretor de imóveis encerravam suas amarguras de não ter uma casa própria e vislumbrava um futuro promissor no seu novo endereço. Era 17 de junho de 2013.
***
            Fazia alguns dias que Maria Aparecida saíra da mesa do tabelião. Ainda com um sorriso largo no rosto e sua liberdade nas mãos, percebia certa agitação na praça em frente ao Paço Real. Havia tropas de militares de todas as cores e patentes, transeuntes curiosos e alguns desavisados, como ela. Inquieta, questionou a um viajante que por ali passava. Ao que tudo parecia, o príncipe regente, D. Pedro, havia declarado a Independência do Brasil, separando-o definitivamente de Portugal.
            Em um primeiro momento, o volume de novas informações atordoou Maria Aparecida, que não esboçou reação nenhuma. Mas, ao caminhar pelas vielas da cidade, pensava no que aquilo mudaria a sua simples vida.
            Talvez, sua liberdade recém-conquistada pudesse, de certa forma, explicar a liberdade que o viajante afirmava ter o Brasil recebido. Talvez, novos ventos soprassem neste torrão de terra, trazendo novidades. Talvez, quem sabe, a escravidão que açoitava seus conterrâneos terminasse de vez!
            Por um momento, a escrava alforriada parou, orou aos céus, respirou fundo e acreditou que novos sonhos poderiam ser sonhados a partir daquele setembro de 1822.
 
            João Cleberson saía da mesa do corretor. As chaves nas mãos e um sorriso no rosto tornavam seu coração palpitante de alegria, que mal cabia no peito. Logo percebeu que algo de diferente estava acontecendo. Centenas de pessoas caminhavam pela avenida, tremulando bandeiras, empunhando cartazes, com seus rostos pintados, alguns usando máscaras e todos gritando palavras de ordem. Por trabalhar muito, João estava fora da realidade daqueles dias.
            Logo, parou e perguntou a um manifestante o que era tudo aquilo. Informações e euforia se misturavam. Nada era possível compreender. Mesmo assim, decidiu acompanhar o cortejo. Pegou um cartaz que estava encostado em uma mureta e saiu pela avenida gritando tudo aquilo que o engasgava há anos: corrupção, violência, pobreza, falta de médicos e, até... a derrota do Timão.
            Ao caminhar, entendia que ali havia milhares de “Joões Clebersons”, desejosos de expor suas mazelas e dores. Conseguia sentir o vento gelado de junho soprando na direção do futuro. Sua chave no bolso, seu cartaz nas mãos, sua voz na multidão. O futuro parecia promissor.
***
            Algumas semanas se passavam. Maria Aparecida acordava bem cedo, montava sua barraca de quitutes e ali permanecia debaixo de sol ou chuva. Pouco vendia. A esperança que outrora sentira, aos poucos, ia se esvaindo. Percebia que pouco (ou nada) havia mudado naquele próspero e recém-nascido país. Os agravos continuavam, a indiferença permanecia. Sua pele e sua condição de ex-escrava a denunciavam naquela sociedade. Sua liberdade estava no papel, apenas no papel. E o sonho que ela havia almejado para o novo país, parece também ter ficado apenas no papel.
 
            Água, luz, telefone, internet. IPTU, IPVA, ICMS. Mensalão, avião da FAB, deputado preso que não é cassado. Os sonhos de inverno das manifestações de junho haviam passado. A vida de João Cleberson não. Tudo parecia mais do mesmo, tudo parecia igual ao que sempre foi. A dureza da vida, o dinheiro que acaba e o mês que sobra, a mão pesada do Estado... tudo ainda fazia parte da vida de João. O cartaz que havia empunhado na passeata ainda estava vivo em sua memória, mas os dizeres que ali continham parecem ter se esfacelado com o tempo.
***
            O que estas histórias nos ensinam?
            O 7 de setembro de 1822 foi um marco na história do Brasil. Assinava-se há 191 anos a separação política do Brasil. O período de exploração portuguesa ficaria para trás. Mas, como os protestos de junho deste ano, onde mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas exigindo o fim de práticas políticas tão antigas quanto a história de nosso país, tratou-se apenas de mais um marco histórico. Nada mais!
            A liberdade comprada com sacrifício por Maria Aparecida e o sonho realizado por João Cleberson são exemplos de independências que buscamos todos os dias em nossas vidas. Quantas “Marias” e quantos “Joões” sonham e lutam por proclamar seu “7 de setembro”?
            A Independência de um povo só é feita com muita luta, trabalho e suor. Se esperarmos por medidas governamentais, “salvadores da pátria”, heróis nacionais, apenas encontraremos o desânimo e a desesperança. Quem faz nossa independência somos nós, dia após dia.
            O Brasil de 2013 venceu muitos de seus grandes desafios de 1822. Os sonhos de Maria Aparecida foram, em parte, alcançados. Mas, suas desilusões continuaram, assim como continuam no coração de João Cleberson. Nossa Independência, como país e como povo ainda precisa do trabalho de muitas “Marias” e de muitos “Joões”, “brava gente brasileira”, como está em nosso hino da Independência.
            Portanto, que a esperança de construir um país melhor, que povoou este torrão de terra em junho deste ano, ou em setembro de 1822, nos inspire para arregaçarmos as mangas e trabalharmos para realmente construirmos, dia após dia, a nossa real Independência! A Independência dos brasileiros.
 
Glauco de Souza Santos
Professor de História

terça-feira, 3 de setembro de 2013

AGUARDEM: VEM AI NOSSO SARAU LITERÁRIO




"São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher..."

 
Em homenagem ao centenário de Vinícius de Moraes, será realizado o nosso o 1º Sarau Literário. O evento é mais uma ação ligada ao Festival de Poesia – Fest Poesia 2013, que comemorará 30 anos.
 
O tema da programação é “Vinícius, o poetinha”, em comemoração aos 100 anos de Vinícius de Moraes, completados em 2013.
 
A intenção é mostrar ao público em geral a relevância do trabalho do poeta para a literatura brasileira. Alunos dos 9 anos, principalmente, são o foco do evento, que contará com uma mesa composta por professores, poetas e escritores da região, que discutirão a escrita de Vinícius com os presentes.
Vinícius de Moraes nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro e era conhecido por ser poeta, boêmio assumido e conquistador, requisitos que considerava imprescindíveis para um artista. Sua obra é pautada por canções e poemas sobre a beleza feminina e natural, contando durante toda a sua carreira com a parceria de nomes de peso das artes brasileiras, como Tom Jobim, Toquinho e João Gilberto.
 
Participação especial do autor Leandro Reis e do presidente da Academia Joseense de Letras  Wilson R.

 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Livros para um leitor maduro

 
 

Queridos,


Hoje falarei do livro que acabei de ler, O Idiota – Fiódor Dostoiévski (Editora 34 – Boa demais!). Um livro surpreendente, apesar de ter sido arrebatada por Crime e Castigo, O Idiota é um romance em que a participação do narrador é maior do que, ocorre, por exemplo, em Crime e Castigo, o que deixa o romance marcado por uma forte oralidade, que tem na figura do narrador principal, o príncipe Míchkin, um impetuoso e ansioso contador de história, que parece não dar tréguas a temporalidade do enredo. O mundo parece que precisa ser contado em apenas um dia!
Dostoiévski ao criar o personagem principal de O idiota, Míchkin, idealizou um personagem que fosse perfeito. Nas palavras do autor “A ideia do romance é uma ideia minha antiga e querida, mas tão difícil que durante muito tempo não me atrevi a colocá-la em prática... A ideia central do romance é representar um homem positivamente belo. No mundo não há nada mais difícil do que isso, sobretudo hoje. Porque esse problema é imenso. O belo é um ideal, e o ideal ainda está longe de ser criado”. Dostoiévski, em seguida, diz que para ele só Cristo é uma “personagem, positivamente bela” e que vê apenas Dom Quixote como personagem mais bem-acabada da “literatura cristã” (BEZERRA, Paulo. In tradução de O idiota).
O romance inicia com a volta de Míchkin, que estava morando há quatro anos na Suíça, à Rússia, e detalhe, ele só trazia a roupa do corpo e alguns mantimentos. Vai até a casa de um general e lá conhece as filhas dele, e acaba descobrindo que uma delas, a mais nova, está sendo cotada para casar com Gánia, este, porém, muito interessado na adorável Nastácia Filíppovna.
E por falar em Nastácia, com sua beleza enlouquecedora, acaba conquistando Rogójin outro intrigante personagem e, também, nada menos que o personagem principal, o “idiota” Míchikin.
É a partir dessas três personagens, o que poderíamos chamar desses três pilares do enredo, que o romance agita uma extrema complexidade e sentimentos confusos, trazendo ao leitor a mais profunda atenção e intensidade em cada cena, que vai do mais puro amor a mais tremenda malandragem e fraqueza humana.
Vale a pena apreciar.
Abraços leitores afoitos!

Carol

terça-feira, 27 de agosto de 2013



Queridos, estou com tantas provas para corrigir que mal consigo visitar nosso Blog.
Entretanto, vou me esforçar para reativá-lo, ok?
Obrigada pelas mensagens!
Abraços.
Carol

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


Instituto São José (Rede Salesiana de Ensino)

Queridos alunos, seguidores e interessados no blog:
O blog está de férias!!!!
Voltaremos em breve com muitas novidades!
Aguardem 2013!!!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012


Redação da Semana (entregar até dia 24 de maio)
Bullying na escola 

Proposta de redação
1. Escreva uma dissertação sobre o seguinte tema: Bullying, que necessidade estranha é essa de ferir moral ou fisicamente outro ser humano?

Recomendações para a dissertação:
a) tente alcançar um mínimo de 30 linhas;
b) não discuta os fatos levados por emoção violenta, preferência ou escolha de ordem individual;
c) observe seu posicionamento e evite a todo custo a falta de coerência interna;
d) procure dar exemplos, na parte argumentativa, de fatos recentes e que sejam de conhecimento público, divulgados por jornais e revistas;
e) fuja de texto circular, ou seja, nada de repetir-se infinitamente, girando em torno de um mesmo eixo que não se desenvolve.
f) você pode, caso queira, oferecer exemplos da indiferença que grassa em todo o mundo quanto os mais pobres, os mais indefesos, os menos privilegiados.

2. Escreva dissertação com mais ou menos 25 linhas sobre o assunto em questão.


Orientações para o aluno
Quantas vezes, nos últimos tempos, lemos, ouvimos e vemos notícias de que jovens (ou nem tanto) invadem uma escola, uma associação, ou universidade, matam indiscriminadamente professores e alunos e suicidam- se em seguida?



Por trás daqueles atos, os jornais nos trazem explicações terríveis: vítimas de brincadeiras infelizes, sem vez e sem voz, atormentados pelo bullying no passado, praticam como vingança a extrema violência. Nos países ditos “civilizados”, a situação é tão grave que se criam campanhas e mais campanhas (livros, comerciais, jornais, tevê) a fim de impedir o prosseguimento do bullying, sobretudo nas escolas.
A vítima fica com seqüelas emocionais muitas vezes para sempre (há notícias de que muitas delas se tornam, elas próprias, os algozes); o caso é tão grave nas escolas brasileiras que a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo distribuiu, no início deste ano, um manual contra a prática, chamado de “Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz”.
Um comercial digno de lembrança (e com legendas em português), feito no Canadá (“Palavras que machucam”), pode ser visto em www. youtube.com/watch?v=sjCUd6QK6tM.
Mas nem sempre são apenas palavras; constrangimentos físicos, violências múltiplas também se encontram no rol dos desatinos que são praticados pelas pessoas que, perturbadas emocionalmente, investem contra aqueles que se apresentam temerosos, mais frágeis, mais fracos ou sem defesa. Piadas, apelidos, brincadeiras de mau gosto. Cerca de 60% das crianças e dos adolescentes já foram vítimas dessa atitude infeliz; há notícias, inclusive, de que professores contribuem para disseminar uma humilhação sob a forma de apelidos ou gritos de guerra. No mundo inteiro, há relatos de crianças e adolescentes que, para se verem livres de tais atos, suicidam-se. Muitos outros, para fugir da situação incômoda e do medo, drogam-se. Nos tempos de internet, aparece outra modalidade: o cyberbullying.
Algumas vítimas reagem positivamente e conseguem sair do papel de apenas vítimas. Outras precisam de auxílio terapêutico para o resto de suas vidas. É sobre isso que vamos escrever esta semana. Veja mais alguns vídeos, comerciais e trabalhos sobre bullying no Youtube. Há uma infinidade de campanhas publicitárias de outros países. (Professora Esther Rosado)

Texto 1
Não tem graça nenhuma
Bullying é um comportamento agressivo realizado repetidamente e de forma intencional, sem causa aparente, por um estudante, ou um grupo deles, contra outro(s), causando dor ou angústia e executado dentro de uma relação desigual de poder – os valentões da escola, por exemplo.
Isso pode acontecer por meio de agressão física, ameaças, ofensas morais, isolamento, exclusão, roubos, furtos, danos materiais, cobrança por segurança, difamação, dentre outras coisas. Os primeiros estudos sobre o assunto surgiram há duas décadas na Europa. Ainda há poucos indicadores das ações de bullying no Brasil. Mas pesquisas feitas em 2000 pela Unesco com jovens de diversas cidades do país mostraram que cerca de 60% dos jovens na faixa etária de 14 a 19 anos de idade foram vítimas de algum tipo de violência no ambiente escolar. “Os primeiros trabalhos ficaram restritos aos meios acadêmicos”, argumenta o dr. Lopes Neto.
“A partir de 2000, a pesquisadora Cléo Fante fez um levantamento em São José do Rio Preto, interior de São Paulo; e, em 2002, a Abrapia desenvolveu seu projeto no Rio de Janeiro”. Tanto as pesquisas internacionais quanto as realizadas aqui trazem a mesma conclusão: as vítimas de bullying podem sofrer de depressão, insegurança, problemas escolares ou síndrome do pânico. Casos mais extremos podem levar a ações violentas que culminem em homicídios ou suicídios. Quando não há intervenções efetivas contra o bullying, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado e todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. O exemplo dos jovens Eric Harris e Dylan Klebold descreve dramaticamente a dimensão da gravidade: os estudantes da Columbine High School, no Colorado, EUA, mataram 13 colegas e depois se suicidaram.
Testemunhas afirmaram que os dois garotos eram alvos de piadas na escola. A história foi levada ao cinema pelo diretor Michael Moore, com o título Tiros em Columbine.
Disponível em : (<http://racabrasil.uol.com.br/Edicoes/101/artigo25021-2.asp>.

Texto 2
Características de quem sofre bullying na escola:
• Falta de vontade de ir à escola, pedir para mudar de escola ou ter medo de ir e voltar.
• Mudar, freqüentemente, o trajeto entre a casa e a escola.
• Sentir-se mal quando precisar sair de casa.
• Baixo rendimento escolar.
• Voltar da escola, repetidamente, com roupas ou livros rasgados.
• Chegar muitas vezes em casa com machucados inexplicáveis.
• Tornar-se uma pessoa fechada, arredia.
• “Perder”, repetidas vezes, seus pertences, seu dinheiro.
• Parecer angustiado, ansioso, deprimido.
• Ter pesadelos freqüentes.
• Evitar falar sobre o que está acontecendo, ou dar desculpas pouco convincentes para  tudo.
• Tentar ou cometer suicídio.

Texto 3
O bullying na escola e na vida
O bullying é um comportamento que é recorrente e causa baixa auto-estima e insegurança em seus atores. Normalmente, existem três tipos de envolvidos em uma situação de violência moral: o espectador, a vítima e o agressor. O espectador é aquele jovem ou criança que vê diariamente as situações de bullying e torna-se inseguro e temeroso. Ele não conta suas
impressões por receio de tornar-se alvo ou por ter sido ignorado pelos adultos nas tentativas que fez de comentar certos fatos. A vítima é aquele jovem ou criança frágil que é freqüentemente ameaçado, intimidado, isolado, ofendido, discriminado, agredido, recebe apelidos e provocações, tem seus objetos pessoais furtados ou quebrados.
Normalmente, mostra-se arredio, demonstra medo ou receio de ir para escola e não procura ajuda por sentir-se indefeso. Ele pode ter baixo rendimento escolar, ficar deprimido, ansioso, ter dificuldades de sono e pesadelos.
O agressor normalmente aprendeu a usar um comportamento agressivo com os adultos para resolver seus problemas. Apresenta um comportamento de intimidação e provocador permanente. Acha que todos devem atender a seus desejos de imediato e demonstra dificuldade de colocar-se no lugar do outro. Tanto ele quanto suas vítimas apresentam dificuldade de relacionamento, são inseguros e sentem pressão em algum momento.
O bullying pode ser causado por outras crianças e jovens, mas pode estar presente na relação de pais e filhos e entre professor e aluno. Alguns exemplos são aqueles adultos que ironizam, ofendem, expõem as dificuldades perante o grupo, excluem, fazem chantagens, colocam apelidos preconceituosos e têm a intenção de mostrar sua superioridade e poder, usando deste comportamento freqüentemente.
A medida entre o abuso e um comportamento inadequado é avaliada de acordo com a freqüência e a intensidade que ocorrem. O bullying marca a auto-estima, a personalidade e a vida de uma criança e de um jovem. Muitos jovens que viveram situações de opressão revoltam-se contra seus agressores e contra os espectadores causando verdadeiras tragédias.
Outros por se acharem merecedores desta exclusão e concordarem com sua desvalorização tentam ou cometem suicídio. Claro, que esses são casos raros, mas sabidamente esse não é um comportamento que surgiu há pouco tempo, desde sempre, o relacionamento entre iguais promove alguns jogos perigosos de poder. Tal problemática tem muitas implicações
do ponto de vista da prática educativa, e suas diferentes manifestações têm preocupado de forma especial pais e educadores.

Violência e educação
Não é de hoje que profissionais da educação, alunos e pais vêm se surpreendendo com problemas de violência entre jovens alunos de classe média. Apesar das preocupações, generalizadas, os olhares dos pesquisadores têm se voltado, majoritariamente, para as manifestações de violência entre jovens das classes populares (Sposito, 1994). Mas, afinal, o que está acontecendo? E os jovens alunos de classe média?
Enfatizamos que não restam dúvidas de que as diferentes formas de violência estão disseminadas em todos os espaços de atuação humana, mas a idéia corrente mais popularizada é de que elas são muito próprias e circunscritas aos grandes centros urbanos e a jovens da região periférica.
E questionamos novamente: e os jovens de regiões centrais? Não praticam também violência? Não usam drogas? Pesquisas realizadas pela Unesco com jovens de diversas cidades do Brasil (Brasília, Fortaleza, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo) permitiram
verificar que, aproximadamente, 60% dos jovens na faixa de 14 a 19 anos de idade foram vítimas de algum tipo de violência nas unidades escolares, nos últimos anos.
Em outro estudo, finalizado em 2002, também é verificada a escala de violência que vitima nossa juventude: a taxa de mortalidade na faixa etária de 15 a 24 anos por causas violentas duplicou nas duas últimas décadas.
No contexto internacional, índices de homicídios entre jovens são extremamente elevados. Outras informações são ainda mais preocupantes: no plano nacional, 40% das mortes entre jovens devem-se a homicídios. Nas capitais do país, essa proporção se eleva para 47% (Waiselfisz, 2002).
A discussão sobre violência é importante porque é um fenômeno que se desdobra no ambiente da instituição escolar. Ao analisar o fenômeno da violência, vemo-nos diante de uma série de dificuldades, não apenas porque o fenômeno é complexo, mas, principalmente,
porque nos faz refletir sobre nós mesmos, sobre nossos pensamentos, sobre nossos sentimentos. A violência se confunde, se interpenetra, se inter-relaciona com agressão de modo geral e/ou com indisciplina, quando se manifesta na esfera escolar (Nogueira, 2003).
Assim, podemos afirmar que a violência em meio escolar no Brasil e mesmo em outros países tanto decorre da situação de violência social que atinge a vida dos estabelecimentos (violência na escola), como pode expressar modalidades de ação que nascem no ambiente pedagógico, neste
caso, a violência da escola. A violência da escola e a violência na escola abrigam uma série heterogênea e complexa de fenômenos, dentre os quais o bullying escolar (Nogueira, 2003).
Embora não seja um fato novo, não podemos afirmar o crescimento do fenômeno em escala mundial. Podemos apenas dizer que estudos vêm sendo realizados nos mais diversos países, confirmando sua existência em todos os centros escolares, além da freqüência, do número de alunos envolvidos, do contexto em que mais incide e das mais diversas variáveis de interesse científico e acadêmico. Começando com pesquisas na Escandinávia e, em seguida, no Japão, no Reino Unido e na Irlanda, esse estudo da intimidação ou violência moral vem hoje tendo lugar na maioria dos países europeus, na Austrália e na Nova Zelândia, no Canadá e nos Estados Unidos. Olweus (1998), pesquisador da Universidade de Bergen, desenvolveu os primeiros critérios para detectar o problema do bullying escolar deforma específica, permitindo diferenciá-lo de outras possíveis interpretações como incidentes e gozações ou relações de brincadeiras entre iguais, próprias do processo de amadurecimento do indivíduo. Desse estudo, desenvolvido em escala nacional, pode-se calcular que, aproximadamente, 15% do total de alunos das escolas de educação primária e secundária, da Noruega, figuravam como agressores ou vítimas (Olweus, 1998).
Uma pesquisa feita em Portugal com 7.000 estudantes mostrou que, aproximadamente, um em cada cinco alunos (22%) entre seis e dezesseis anos já foi vítima de bullying na escola. A pesquisa mostrou também que o local mais comum de ocorrência de maus-tratos são os pátios de recreio (78% dos casos), seguidos dos corredores (31,5% dos casos) (Almeida,
2003). Na Inglaterra, uma pesquisa da ONG Young Voice e publicada no livro Bullying in Britain mostrou que, apesar de existir uma lei que obriga as escolas a prevenir o bullying, os estudantes não estão satisfeitos com os resultados. Segundo Katz (2003), da ONG Inglesa Voice, se os pais mandarem seus filhos reagirem com violência quando sofrerem o bullying, isso só atrapalhará a resolução do problema.
De acordo com a pesquisadora Fuensanta Cerezo (2001), na Espanha, o nível de incidência do bullying se situa em torno de 15% a 20% dos sujeitos em idade escolar, o que vem a confirmar os dados de estudos desenvolvidos em Portugal, como nos outros países da União Européia, apontando índices semelhantes.
Nos Estados Unidos, o bullying é tema de interesse. O fenômeno cresce entre alunos das escolas americanas. Os índices são tão altos que os pesquisadores americanos classificam como conflito global e que a persistir essa tendência será grande o número de jovens que se tornarão adultos abusadores e delinqüentes (Andrews, 2000).
No Brasil, a ONG (Organização Não-Governamental) Abrapia – Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência – começou a desenvolver, no Rio de Janeiro, um projeto com o patrocínio da Petrobras, com 11 escolas públicas e particulares. O objetivo desse estudo é ensinar e debater com professores, pais e alunos formas de evitar que o bullying aconteça.
Pesquisadores de todo o mundo atentam para este fenômeno, que toma, cada vez mais, aspectos preocupantes quanto ao seu crescimento e por atingir faixas etárias inferiores, relativas aos primeiros anos de escolaridade.
Estima-se que em torno de 5% a 35% de crianças em idade escolar estão envolvidas, de alguma forma, em atos de agressividade e de violência na escola (Fante, 2002).
Baseado nos dados dos mais diversos países, pode-se seguramente afirmar que o fenômeno está presente em todas as escolas de todo o mundo.
No Brasil, o bullying ainda é pouco pesquisado, comentado e estudado, motivo pelo qual não temos indicadores que nos forneçam uma visão global para que possamos compará-lo aos demais países, a não ser dados de alguns estudos. Encontramos como reflexo de trabalhos europeus, algumas pesquisas sobre o bullying escolar. Em Santa Maria (RS), o trabalho realizado pela professora Marta Canfield e seus colaboradores (1997) em quatro escolas públicas. No Rio de Janeiro, as pesquisas dos profs. Israel Figueira e Carlos Neto (2000 – 2001) em duas escolas municipais.
Em São José do Rio Preto e região (2000 – 2002), pesquisas realizadas junto a quase mil e quinhentos alunos do Ensino Fundamental e Médio em escolas públicas e privadas, pela professora Cleodelice Aparecida Zonato Fante e seus colaboradores.
O quadro aqui apresentado, envolvendo escola, violência e jovens, é apenas um dos componentes da grande galeria brasileira e internacional da violência. Apesar da gravidade e da necessidade de reflexões, são poucos os estudos existentes a respeito do tema. Em levantamento realizado por Nogueira (2003) das teses e dissertações sobre o tema “escola e violência” nos programas de Pós-Graduação em Educação, abrangendo o período de 1990 a 2000, a autora menciona que, dos trinta e seis trabalhos encontrados nesse período, nenhuma das pesquisas teve como objeto de estudo a questão da violência moral ou bullying escolar. Portanto, a necessidade de pesquisarmos e de refletirmos esse fenômeno.
Rosana Maria César Del Picchia de Araújo Nogueira
Mestre em Educação e Ciências Sociais pela PUC-SP e doutoranda
em Educação e Ciências Sociais pela PUC-SP


Segue a redação do aluno Renan Henrique Teixeira do 9ºD.




Bullying, o medo da população
O Bullying é o ato de humilhar, violentar, constranger, falar mal etc. O agressor sempre pratica o bullying com pessoas menores que ele e mais frágeis, o bullying ocorre até em outros países, cidades, estados entre muitos outros. A pessoa que sofre o bullying (vítima) pode ficar com seqüelas muito grandes e pode também ficar sem vontade de viver e de cumprir seus objetivos.
Um caso de bullying é o que aconteceu nos Estados Unidos em uma escola onde o agressor batia e falava mal um menino que se vingou batendo no agressor. Esse é um de muitos casos que aconteceu em escolas com praticantes de bullying.
A vítima que sofre o bullying na escola sente falta de vontade de ir a escola, voltar da escola, não querer mais estudar nessa escola, ter medo de ir e voltar da escola,abaixa seu rendimento escolar,perde seus pertences e dinheiro inexplicavelmente e em muitas vezes ela pode ficar sofrendo de depressão por um longo período e muito tempo.
Bullying afasta as pessoas do que elas são ou do que querem ou irão ser,a vítima pode perder a noção do que está acontecendo pois na maioria das vezes muitas coisas não interessam mais para elas,ela perde a felicidade para realizar seus sonhos e torná-lo realidade,também em muitas outras vezes de tanto que a vítima sofre o bullying ela acaba se matando e antes de se matar ela acaba matando o colega dela que era o agressor das brincadeiras de mal gosto.O bullying pode ser considerado crime  já nos EUA o praticante disso  pega prisão e não importa a idade. Essa lei já é aplicada nos EUA e deveria ser aplicada aqui no Brasil há muito tempo já que é aqui que possui um grande índice de bullying.
Então deixe de lado o bullying e não se faça de agressor, pois as pessoas não gostam disso e quanto mais você faz isso você está correndo o risco de ser odiando e no fim da história a vítima querer se vingar de você pelos atos que você já fez por estas pessoas que era indefeza.



Segue a redação do aluno Henrique Penna Ceravolo Soares 9° A

Bullying: o terror das escolas


Segundo o texto da coletânea, “bullying é um comportamento agressivo realizado repetidamente e de forma intencional, sem causa aparente, por um estudante ou um grupo deles contra outro(s) causando dor ou angústia e executado dentro de uma relação desigual de poder – os valentões da escola por exemplo”. Isso o que você viu é a definição de bullying. Chato, não é mesmo? Entretanto, mais chato ainda é para quem sofre disso.
O bullying é um termo novo e começou com pesquisas na Escandinávia, no Japão e no Reino Unido. Ele traz sequelas para todos os envolvidos. Tanto agressor quanto o agredido ficam com dificuldade de relacionamento, insegurança ou sob pressão em algum momento. E não pense que isso é um fenômeno em que só os jovens participam. Pais e professores também podem realizá-lo.
As pessoas que sofrem o bullying normalmente são as mais fracas, inseguras, indefesas e sozinhas, pois são mais fáceis de intimidar e não representam ameaças significativas para o agressor. Essa pessoa pode crescer sofrendo e, se assim for, provavelmente vai agir de um dos dois jeitos: tentará se matar ou descontará seus problemas no agressor. Recentemente tivemos vários casos na mídia de pessoas que sofriam bullying na escola e revidaram. Um deles aconteceu na Austrália. Um menino tirava sarro de outro garoto mais gordo, que acabou se irritando, agarrando seu agressor e o arremessando no chão. O outro caso foi aqui no Brasil. Um ex-aluno retornou a sua antiga escola, com uma arma, e começou a atirar principalmente nas meninas que se encontravam em sala de aula, pois quando ele a frequentava,  eram as garotas quem mais o ridicularizava.
Se quiser ajudar a acabar com isso que está acontecendo nas escolas, não pratique o bullying com outras pessoas, pois isso é ruim para todos os envolvidos.